Sobre Luzia Wannick ( Peca)

Luzia Wannick
Brilho de Sol Da Cor de Doce de Leite
   MÃE, uma palavra pequena mas que para nós significa muito , amor verdadeiro, entrega, dedicação, respeito, orgulho , companheirismo, aconchego, cafuné , entre tantos outros sentimentos. Até onde chega minha lembrança me lembro sempre, de sua dedicação para conosco, nunca fomos para a escola sem que tivéssemos o café pronto em cima da mesa.
    No pré, me recordo de vê-la todo final de tarde na porta da escola para me buscar.
    O bolo de fubá no forno com chá de capim limão era sagrado, quando chagasse-mos da escola.
   Sua luta e dedicação foi tamanha e constante em fazer com o que Pedro, nosso irmão, pudesse ter um melhor desenvolvimento e mais independência. Que pudesse fazer algumas atividades sozinho quando ela se fosse e ela conseguiu, hoje ele vai para o trabalho, e volta sozinho, estuda , sabe usar muito bem o computador. Ela sempre me pedia para cuidar dele quando ela morresse, deixar ele desamparado era a maior preocupação dela. Nossa família sempre foi o centro da sua vida, dedicou sua vida inteira para cuidar dos filhos dando sempre muito amor, carinho e dando colo de mãe sempre que precisássemos mesmo depois de nós adultas.
    Nós, nunca deixamos de dizer a ela, e demonstrar o tamanho do nosso amor, só suas mãos delicadas e magras sabiam afagar nosso cabelo de um jeito especial, que dava até um sono de tão aconchegante e acolhedor que era. E esse aconchego não era somente para os filhos de sangue, ela tinha várias filhas de coração que vinham visitá-la para achar amizade, alegria de viver, otimismo, palavras de motivação, conselhos pra vida pessoal além de tomar um cafezinho feito no coador de pano e comer alguma guloseima que ela sempre fazia.
   Minha mãe tinha algumas paixões: o cachorro Preguiça , a máquina velha de tricô , ouvir música, rezar seu terço, suas novenas e cozinhar, além dos filhos e netos que ela adora de paixão. Tinha muito orgulho de nós, muitas vezes ela passava a madrugada sem dormir, mas tinha seu rádio companheiro sempre ligado ouvindo a Banda B ou rezando seu terço, ela era muito religiosa e crente em Deus, por isso creio que ela esteja em bom lugar.
   Ela adorava cozinhar e fazia muito bem, tudo que ela fazia ficava simplesmente maravilhoso, acho que era pelo amor que ela colocava como ingrediente. Sua casa nunca ficava sem ter alguma coisa diferente para comer, pão doce, doce de leite, que ela fazia, bolo de fubá, etc... Também, nunca ficava sozinha, sempre, sempre, tinha algum vizinho em casa, com ela.
Quando ela precisou ficar de cama foram os vizinhos que faziam de tudo para ela, desde limpar a casa, até sua comida.
    Ela era muito amada por todos, desde as crianças até os mais idosos. Um detalhe que nunca esqueceremos é de seu carinho para conosco, de seu perfume e da sua pele macia, mesmo depois de tantos anos, sempre falava que  tinha cor de doce de leite. . Minha mãe é e sempre foi nosso orgulho pois sempre sabia lidar com os problemas, nunca reclamava da vida mesmo com tantos problemas de saúde e dores pelo corpo, animava quem tivesse desanimado, sempre sorrindo e fazendo piadas da vida, encantava quem quer que fosse pela alegria e força de viver, quem conversasse com ela por telefone não imaginava que ela estava presa a uma cadeira de rodas .
Não quero falar de coisas tristes, só quero dizer que sua morte foi como tirar a alegria e o sol das nossas vidas.  
   Sua falta não tem como mensurar, suas risadas, seu carinho, suas palavras de conforto nas horas difíceis, seu abraço mesmo com os braços já magros. Sinto de meu filho não ter convivido com ela, mas creio que muitas pessoas que a amavam vão dizer a ele como ela era maravilhosa e que ela rezou para Deus, para ele nascer, que foi muito esperado e amado.  Nós suas filhas, sentimos muito, de nossos filhos Gustavo, Isabella e Heloisa não poderem ter o privilégio de conviver com ela.
   Não quero falar de coisas tristes, só quero dizer que sua morte foi como tirar a alegria e o sol das nossas vidas, tudo que ela deixou de bens materiais cabe dentro de um guarda-roupa, mas se tivesse como quantificar o sentimento de amor e de falta que as pessoas sentem por ela faltaria espaço no mundo.
Texto: Ana Lucia ( terceira filha de Luzia)

 Luzia co seu filho mais novo Pedro e seu esposo Basílio 
Filhas e netos de Luzia: Regina a direita, com Heloísa no colo, no meio Ana Lucia com Gustavo, e Rafaela com Isabella
 Luzia, em sua juventude
Luzia em Curitiba - Paraná - no ano de 1962
Luzia (Peca),1ª a esquerda, fantasiada de toureira, no meio Nair ( Fiica), fantasiada de dançarina, e Iracema, fantasiada de Africana, em Curitiba Paraná, em meados de 1960 a 1962.
Luzia (Peca), com Solange sua sobrinha no colo, outra criança, desconhecida.
Luzia com sua primeira filha Regina, em 1977
No primeiro banho de seu neto Gustavo
No nascimento de seu neto Gustavo
Com sua filha Ana Lucia, com seu jeito sempre alegre
Com sua neta e companheira Isabella
Última foto, com seu neto Gustavo
Sua filha Regina, genro Átila e neta Heloísa
Seu genro Ludovico e sua neta Isabella
Seu genro Fábio e seu neto Gustavo
Luzia Wannick
+ 06.04.2013
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